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Tendo como tema a Retomada da Indústria de Tintas, o 4º Fórum Abrafati realizou-se no último dia 18 de novembro, em São Paulo, com a presença de cerca de 110 empresários, executivos e lideranças da cadeia de tintas.
Nas quatro palestras, a tônica foi a de que o Brasil viverá um 2010 positivo, com crescimento e abertura de oportunidades para a cadeia de tintas. O balanço de 2009 mostrou que foi forte a recuperação ocorrida no segundo semestre, beneficiando quase todos os segmentos econômicos e criando as bases para a retomada do crescimento.
Carlos Alberto de Moraes Borges, vice-presidente do Secovi (Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Residenciais e Comerciais de São Paulo), destacou que o segmento imobiliário enxerga o panorama com otimismo. “O mercado está mais sereno e cauteloso, mas o cenário é muito favorável. Está muito claro que a construção civil é a locomotiva do País e foi a razão para sairmos antes da crise”, afirmou. Segundo ele, a retomada do ritmo forte de lançamentos imobiliários nos grandes centros se soma aos efeitos benéficos do programa Minha Casa Minha Vida, que trouxe um acréscimo de recursos para a habitação e demonstrou o compromisso de simplificar as operações da Caixa Econômica Federal, desburocratizar procedimentos e envolver mais profundamente estados e municípios na construção de moradias.
A visão otimista foi corroborada por André Rebelo, gerente do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo). O economista previu um crescimento entre 5% e 6% do PIB em 2010, salientando o ótimo ambiente macroeconômico brasileiro. “Tudo indica que essa é uma crise em formato de V e que no próximo ano teremos a continuidade do crescimento que já vem se verificando nos últimos trimestres de 2009”, comentou. Rebelo disse acreditar que até março do ano que vem a indústria voltará ao patamar pré-crise, podendo crescer entre 7% e 10% em 2010. “Para a construção civil, esperamos um ano muito bom, com crescimento de 7% a 8%”, salientou.
Antonio Carlos de Oliveira, diretor de OEM para América Latina da DuPont, abordou o mercado automotivo, destacando as transformações que vêm ocorrendo em âmbito mundial. O aumento da importância dos países emergentes, com a posição de liderança assumida pela China e o Brasil tornando-se um player relevante, é uma dessas mudanças. “Somos hoje o 6º maior produtor mundial e devemos atingir nos próximos a marca de 4 milhões de veículos ao ano. Em 2010 esperamos um crescimento de 3,3% na produção, passando de 3,05 milhões para 3,15 milhões”, revelou, afirmando que, mesmo com os crescentes investimentos em mobilidade urbana, as vendas de veículos seguirão em alta. “Por isso, da mesma forma que contamos com o apoio da cadeia de fornecedores no momento em que a produção despencou, entre agosto e dezembro de 2008, agora precisamos que esses parceiros estejam preparados para um momento favorável de maior duração”, concluiu.
Finalizando o Fórum, o presidente do Conselho Diretivo da Abrafati, Fernando Val y Val Peres, falou sobre as perspectivas gerais da indústria de tintas para 2010. Depois de uma queda de 2,1% nas vendas este ano em relação a 2009, ele acredita em recuperação, mas faz uma previsão mais conservadora em relação ao crescimento das vendas em 2010, em função de algumas incertezas nos segmentos atendidos pela indústria de tintas. “Nossa previsão é de 3,3%, atingindo o volume recorde de 1,145 bilhão de litros”, afirmou. Lembrando que, hoje, toda a pirâmide social está consumindo, e não só a sua ponta, ele destacou: “Isso é bom para todos os setores da economia, inclusive para as tintas”. No cenário para 2010, Fernando Peres salienta também o fortalecimento das empresas após a crise, o forte incentivo governamental a todos os segmentos - a começar pelo habitacional e de infraestrutura - e a força do subsegmento de tintas imobiliárias, que norteará a atuação de todo o setor.